Gosto muito de trabalhos manuais, sempre gostei. E, modéstia à parte, confesso que tenho jeito.
Quando era mais miúda gostava muito de tricotar e de fazer crochet. Ainda tenho peças desses tempos, coletes e camisolas.
Depois ajeitei-me nos arraiolos: maior parte dos tapetes lá de casa (alguns bem grandinhos) foram feitos por mim. Fiz o Fontanários, o Mourisco e, já dominando a arte, fiz um ao meu gosto, adaptando modelos de 3 tapetes diferentes. Cheguei a fazer 2 tapetes de quarto e a oferecer, tamanho era o meu gosto pela arte.
Claro que agora é um bocado impraticável continuar a fazer (e a dar) estes meninos, para já porque os materiais são caros, e depois fazem muito pó e são trabalhos "grandes".
Agora ando numa fase de costura. A minha mãe ofereceu-me a máquina e há que aproveitar a generosidade. Já tinha executado algumas coisas lá para casa (almofadas, porta-comandos, tampos para mesas "roscofs")...Mas agora ganhei outro ânimo.
No entanto, e se vos serve de consolo, sou uma autêntica nulidade a fazer sobremesas. Eu bem tento, mas não tenho dom. Para verem o quão zero à esquerda eu sou...nem claras em castelo consigo bater. Sim, já me explicaram "n" vezes, mas quando tento nunca passam daquele aspecto nojento "enspumado".
Também não sei cantar. Canto mesmo muito mal e tenho um ouvido duro para a música. Canto tão, mas tão mal que não me atrevo a cantar para o Miguel, a não ser quando o quero castigar.
Não sei desenhar. O Pedro e a minha cara Rachelet sempre me fizeram uma inveja medonha por desenharem tão bem. Eu nem um circulo consigo fazer e acredito que aos 2 anos já o meu filho desenhará melhor que eu.
Portanto, tinha de ter jeito para outras coisas. Conduzo bem, tenho jeito para trabalhos de agulhas e sei fazer filhos bonitos. Bem vistas as coisas, até nem sou mal jeitosa de todo.